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BOAS FESTAS A TODOS

Ouvimos a todo instante

Desejos de Boas Festas

Porém precisamos antes

De uma alma pura e honesta

Que amemos o nosso irmão

Sejamos por ele amado

e venha o Ano Novo então

De venturas recheado


Postado por Cida Micossi às 15h21
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Meu dia de alegria

Ontem foi um daqueles dias que você nem imagina vai  lhe acontecer. De manhã falando com Marilene ao telefone, ela me disse que é impossível alguém olhar para mim e não me lançar um sorriso. Logo depois foi a Kedma que elogiou meu vestido de babadinhos  com estampa de oncinha. À noite, no lançamento da Antologia, a Jaíra ofertou à Deise, à Kedma e a mim,  lindos vasos de gérberas. É assim, agradeço a isso tudo por ter tido um dia pleno de elogios. Não há porque recusá-los. Devo ser merecedora. Obrigada a todas essas amigas.


Postado por Cida Micossi às 18h49
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ANTOLOGIA SOCIEDADE DOS POETAS VIVOS SERÁ LANÇADA HOJE À NOITE NO SESC SANTOS

VITRINE LITERÁRIA
 
Encontro de escritores, leitura de poemas e lançamento de livros. Um panorama da produção literária do Litoral publicada por editoras independentes, revistas literárias, grupos literários e projetos que possibilitam a difusão da produção literária contemporânea.
 
Lançamento dos livros:
 
Ácidos Trópicos – Márcio Barreto
Antologia de Poemas – Sociedade dos Poetas Vivos (ESTOU NESSA)
Avesso – Madô Martins
Bala com Bala e Espelhos de Cristal – Márcio Callegaro
Cabalísticos – Edson Bueno de Camargo
Ciência da Música, da teoria à regência – Tarso Ramos
Conjecturas, Sobretudo – Carlos Gama
Geração Zero Zero – Flávio Viegas Amoreira
Lua na Rede – Mahelen Madureira
Lua Rouxinol – Maria José Goldschmidt
Musa Atômica – Sidney Sanctus
Outros Silêncios – José Geraldo Neres
Peixes-de-bico do Atlântico – Alberto e Christina Amorim / Eduardo Pimenta
Pequena Cartografia da Poesia Contemporânea Brasileira – Marcelo Ariel
Pétalas Dispersas – Clara Sznifer
Santos – Natureza e Arquitetura em Fotopoemas e Circularidade – Regina Alonso
Torpedo – Zéllus Machado
 
Lançamento das revistas:
 
Babel Poética II – Ademir Demarchi
Mirante n° 75 – Mistério (29 anos) – Valdir Alvarenga / Irene Estrela
 
Exposição de livros das editoras:
 
Sereia Ca(n)tadora
Edições Caiçaras
Edições Costelas Felinas – Cláudia Brino / Vieira Vivo
 
DIA 14/DEZ/2.011 – 4ª feira, a partir das 20:00 h
SESC / SANTOS
Rua Conselheiro Ribas, n° 136 – Aparecida
SANTOS / SP.
 

 


Postado por Cida Micossi às 11h46
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VIVA!

Mais um texto meu publicado no site Sao Paulo Minha Cidade: http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=5877Rindo a toa

Viva!

 Lembro-me com saudades de alguns lances de minha infância e mais um deles contarei aqui. Sou a caçula de uma família de três irmãos e meu pai, muito alegre, me contagiava. Assim era nossa vida em São Paulo: pobre, porém feliz.

A casa que ele conseguira a custa de muito trabalho e economia ficava no alto e aos poucos mandou construir mais duas na parte baixa do quintal (terreno em desnível), onde moravam meus tios e um casal amigo que nos pagavam aluguel; assim a vida começou a se tornar mais confortável.

A água era retirada do poço por uma bomba que ficava dentro de uma peça de madeira bem grande, chamada por nós de "caixão da bomba". Era coberto e bem tampado e lá brincávamos meus irmãos, meus primos e eu; ficava próximo ao tanque de lavar roupas.

Certo dia, ouvimos palmas no portão e as pessoas foram logo se identificando: duas moças se diziam promotoras e estavam lançando um produto novo no mercado (alguns aqui devem se lembrar que até meados de 1950 só se usava sabão em barra) e queriam fazer uma demonstração. Pediram à minha mãe que tampasse o tanque de lavar roupa e o deixasse encher pela metade. Como flocos de neve caindo, o produto foi misturado à água e pela agitação das hábeis mãos daquelas moças, formava uma espuma que deixava a roupa incrivelmente branca! Espanto geral!

Maravilhadas, minha mãe, minha tia e nós, crianças, vibrávamos com a novidade, nada menos do que o sabão granulado Rinso! E o melhor de tudo foi que elas deixaram duas caixas como brinde.

Passou a circular nessa época nas rádios a propaganda onde alguém gritava:
- “Viva o sabão granulado Rinso!” - e outras vozes respondiam:
- “Viva!”

Mais uma das novidades de consumo, vindas para facilitar a vida das donas de casa da época: Rinso, filho do sabão em pedra e pai do sabão em pó.
- “Viva!”



Postado por Cida Micossi às 13h37
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http://memoriasdesampa.blogspot.com/2011/12/um-natal-conturbado.html

 Um Natal Conturbado

Vila Invernada, Zona Leste, São Paulo. 1954? 1955? Exatamente não me lembro, mas sei que era pequenina.  Até então, as duas irmãs só haviam ganhado aquelas bonequinhas cor de rosa peladinhas (deviam medir uns 6 centímetros), que a mãe comprava na feira. 

Ia chegar o Natal. Esperavam animadas o Papai Noel que lhes traria tão almejados presentes. Elas não sabiam como ele entrava, pois dormiam cedo e só viam os presentes ao acordarem; eram depositados embaixo de um cipreste no qual minha irmã dependurava balas e bolas de algodão. Umas poucas bolas coloridas – que minha mãe caprichosamente guardava ano a ano - e o ponteiro verde todo trabalhado, lá no alto, sinalizavam a época.

Mas aquele Natal seria bem diferente. Quanta alegria ao abrirem as caixas e notarem que havia em cada um, uma boneca igualzinha à outra, feitas de celulóide (blarghhhhhhh) e para felicidade de ambas, era o máximo que se podia pensar em ganhar, oriundas que eram de família modesta: o sonho de consumo, as bonecas que andavam!!! Você dava um pequeno impulso e as pernas se moviam, uma de cada vez... Quanta emoção! 

Os pais, então, felizes por nos proporcionarem essa esperada felicidade.  

Não é necessário dizer que iríamos passar o dia todo e por que não a semana admirando nossos presentes, se não tivessem acontecido dois incidentes.

O primeiro: a minha irmã, tão cuidadosa, delicada, feliz da vida após observar orgulhosa e feliz o seu presente, decidiu colocá-lo na caixa em que viera. E não se soube até hoje como, a boneca lhe escapou das mãos, partindo-se irremediavelmente em vários pedaços.  Dizer do semblante de decepção dela não é tarefa fácil. Ficou triste, chorou, mas se conformou, pois sobrara uma, a minha.

E eu, feliz, quis descer as escadas para ir à casa de minha tia no mesmo quintal, contar aos meus primos. Usava tamancos de madeira e os tirava ao chegar à porta de entrada da casa dos tios. Desde pequenina, era elogiada por esse meu jeito (hoje, só lembranças rsrsrs).  Assim fiz e entrei correndo, feliz da vida. Não sabia que o chão de vermelhão era tão liso: ao atravessar a sala correndo escorreguei, já no chão fui parar apenas quando minha testa se chocou contra a quina do batente, fazendo um corte na vertical.

Correria geral, sangue escorrendo, minha mãe desmaiada. Meu pai imediatamente me levou à farmácia; lá me fizeram curativo e até hoje a cicatriz marca minha testa: lembrança de um acidente, mas de um Natal feliz em que ganhei meu primeiro brinquedo de verdade.

Cida Micossi, Santos, 28-11-2011


Postado por Cida Micossi às 22h05
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ALMOÇO NA CANTINA VENETA

Sábado passado dia 26 estivemos na Cantina Veneta em São Paulo em um almoço de Confraternização dos autores do site "São Paulo minha cidade". Foi uma data especial, com um  grupo também especial. Além da deliciosa comida italiana, a reunião se estendeu até o final da tarde com trocas de presentes e "castigos" aplicados pelos inimigos secretos. Saí e creio que aconteceu com todos, feliz e já esperando pela próxima reunião.


Postado por Cida Micossi às 22h43
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http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=5795

Meus pais, modestos interioranos, recém-casados e com dois filhos pequenos, mudaram-se para a Capital em busca de uma vida mais promissora. Foram morar na Vila Bertioga e, com muito trabalho, conseguiram recursos financeiros para comprar um terreno na Vila Invernada. Dizia minha mãe que o lugar era tão ermo que se podia cortar cabo de enxada apenas atravessando a rua de terra. Um amigo de meu pai, Sr. Amadeu, também oriundo da mesma cidade, prontificou-se a construir a casa que viria a ser nosso lar; bastando que lhe pagassem com almoço e uma cerveja enquanto procedia a construção.

Eram tempos difíceis e o rendimento, pouco. Minha mãe cuidava para que meus irmãos não saíssem nem ao portão, evitando assim que vissem o vendedor de quebra-queixo e lhe pedissem para comprar. Meu pai trabalhava numa metalúrgica na Rua Sapucaia e ela, que tivera apenas três meses de escolaridade, ajudava na manutenção do lar vendendo caibros e madeiras em geral, no quintal de nossa casa. Tinha um raciocínio perfeito e mesmo com pouca escolaridade calculava os preços num trabalho justo e honesto. Aos poucos a casa ficou pronta e mais dois tios com as respectivas famílias vieram do interior se juntar a eles.

Era tempo de guerra, tudo racionado, e minha mãe ia a pé desde a Vila Invernada, seguindo silenciosamente um lixeiro seu vizinho - que saía de casa às 4h da manhã para trabalhar - até uma padaria na Água Rasa, onde lhe era reservado um "filão" de pão pelo padeiro filho de uma amiga.

Assim a vida foi transcorrendo e anos depois eu nasci (1949), segundo minha mãe, em "berço de ouro". Imagino como devia ser anteriormente! A guerra terminara há muito, meu pai continuava firme no trabalho e apesar de quase não o vermos, pois ele se "acabava" em horas extras, havia muito amor e profundo respeito.

Aos domingos estava sempre presente, não faltava o guaraná caçula Antártica para todos e a minha mãe preparava um delicioso "macarrão enxuto" - aquele "spaghetti" do papel azul (seria o da fábrica Matarazzo?).

Éramos felizes, havia muito amor e após o almoço nos íamos brincar no quintal enquanto meu pai e meus tios ouviam na rádio Bandeirantes o jogo de futebol, muitas vezes entre Palmeiras (o time do meu pai) e Corinthians (o time de meu tio).

Assim transcorria a nossa vida e quando meu pai completou 40 anos foi demitido. Vendeu tudo e fez o caminho de volta. Precocemente ceifado por uma doença adquirida no trabalho - silicose pulmonar - até seus últimos dias se referia à Capital com amor e orgulho. Passou esse sentimento aos filhos que se recordam com saudade daqueles velhos tempos da São Paulo da garoa.

Bons tempos, não voltarão, mas farão sempre parte de nossas boas recordações...


Postado por Cida Micossi às 14h25
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Já ancorado na Antártida, ouvi ruídos que pareciam de fritura. Pensei: Será que até aqui há chineses a fritar pastéis? Eram cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contacto com a água salgada. O efeito era belíssimo. Pensei em fotografar, mas falei para mim mesmo: -"Calma, você terá muito tempo para isso..." Nos 367 dias que se seguiram, o fenômeno não se repetiu. Algumas oportunidades são únicas.

Almir Klink


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